isso porque estou num dia incomum, muito incomum mesmo. é como se fosse uma tpm fora da época (pq eu sei que não é tpm, gente. eu sei!). as pessoas me olham e eu fico irritada porque não era pra ninguém olhar pra mim, entende? se você me encontrar na rua hoje, fica a dica: não olhe pra mim, muito menos fale comigo.
minha “azedice” começou com o diálogo mãe-e-filha:
mãe: esse vestido está ruim?
eu: não, mas está curto.
mãe: mas tá um curto escroto?
eu: tá curto, porra!
mãe: ih, desculpa!
caraleo, se tá curto, tá curto. às sete da manhã eu lá tenho idéia do que vem a ser um “curto escroto”?! o pior é que depois eu fico me sentindo culpada, sabe? aí eu ligo pra minha mãe com uma desculpinha qualquer, só pra saber se ela ainda está com voz de quem está magoada. ai, sou uma escrota mesmo. curta e escrota!
mas dias assim são estranhos. dá uma vontade louca de acelerar os ponteiros do relógio e transformar vinte e quatro horas em apenas duas horas e meia; ou de trancar a porta da sala, do quarto, da casa, do mundo, pra não ter contato com nenhum ser; ou de deitar no sofá com um balde de pipocas com fundo infinito (e que a pipoca seja doce. e que seja daquela pipoca de ‘ponto de ônibus’) assistindo todos os filmes da sua vida; ou correr pro colo do namorado e se sentir tão protegida ao ponto de dizer ‘meu herói!’
mas sabe de uma coisa? acho que me desestressei. uma xícara de café fresco + alguns parágrafos mal escritos e eu já me sinto tão melhor. tô até sentindo um sorriso brotar nos meus lábios.
um viva para o café preto com adoçante \o/


